Projeto promove atividades de ciência em escolas municipais e amplia o acesso à educação científica para jovens de baixa renda
Em 2025, 21 escolas da rede pública do município do Rio de Janeiro foram impactadas pelo projeto Semanas S de Ciências, desenvolvido pela Ciência Pioneira em parceria com o Instituto Apontar e o Ciência Sob Tendas. Ao longo do ano, mais de 2 mil jovens participaram de atividades práticas e interativas voltadas para o desenvolvimento do pensamento científico.
A educação em ciência pode inspirar novas formas de aprender, pensar e agir. Na Ciência Pioneira, nós trabalhamos em colaboração com parceiros especialistas em suas áreas (como o Instituto Apontar e o Ciências Sob Tendas), com o propósito de ampliar o alcance da ciência e fortalecer seu papel transformador na educação.
Uma das iniciativas criadas em conjunto é a Semana S de Ciências, que integra uma proposta ainda mais ampla baseada na metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). A abordagem promove o aprendizado ativo, criativo e colaborativo por meio de desafios interdisciplinares e experiências práticas.
A Semana S consiste em atividades distribuídas ao longo de três dias, voltadas para um grupo de estudantes com altas habilidades, selecionados pelo Instituto Apontar, e no último dia, abrem as portas para a comunidade escolar como um todo. O objetivo é estimular a curiosidade, o pensamento crítico e o contato direto com a metodologia científica.
Durante os dois primeiros dias no contraturno escolar, os alunos mergulham em experimentos científicos e oficinas conduzidos pelos mediadores do Ciência Sob Tendas. No último dia, tornam-se protagonistas ao apresentar, junto aos mediadores, o que aprenderam a outros estudantes, em um formato de aluno para aluno, no qual todos experimentam, descobrem e aprendem juntos.

Esse contato direto com a ciência tem impacto profundo na forma como os jovens se relacionam com o conhecimento. Para Rômulo Braga, Gerente de Programas no Instituto Apontar e responsável pelo projeto em colaboração com a Ciência Pioneira, a experiência vai além do conteúdo escolar:
“A ciência na educação ajuda a gente a pensar de forma mais organizada, metodológica, a perceber a diferença entre aquilo que é conhecimento daquilo que é enganação. A ciência ajuda a gente a ter vontade de aprender mais e quando a ciência é bem apresentada, as crianças têm experiências tão cristalizadoras que vão fazê-las virarem futuros intelectuais. A Ciência Pioneira é um elemento necessário para a gente pensar ciência e desenvolvimento de apetite científico hoje nas escolas. Muito provavelmente, depois de cada semana da ciência, a gente vai ganhar um novo cientista do futuro aqui.”
Em 2025, o projeto atendeu 25 turmas do Programa A+ do Instituto Apontar distribuídas em 21 escolas municipais do Rio de Janeiro, alcançando mais de 2 mil jovens de baixa renda. As escolas participantes são espaços inclusivos, que valorizam múltiplas formas de aprender, e onde a ciência ganha vida de maneira concreta e acessível.

A importância de levar a ciência para além do ensino tradicional também é destacada por Lucianne Fragel, responsável pela parceria com o Ciência Sob Tendas:
“É extremamente importante que a ciência seja trabalhada para além do livro didático, de uma forma muito mais interativa e lúdica, que possa atrair esses jovens, não só para a carreira científica, mas para que possam se tornar cidadãos que tenham um papel importante dentro da sociedade. Então, acredito que apoios como esse da Ciência Pioneira foi e é fundamental para projetos de educação científica no Rio de Janeiro.”
A Ciência Pioneira acredita e investe na educação como uma poderosa ferramenta de transformação social. Para Ana Clara Cassanti, Gerente de Educação da Ciência Pioneira, o impacto do projeto vai além dos números e se reflete diretamente na vida dos jovens participantes:
“O que mais faz a diferença de estar aqui hoje junto com esses jovens, é ver o brilho nos olhos, e ver como a ciência pode realmente mudar a vida deles. A ciência abre diversas possibilidades nas vidas desses jovens, de ter um pensamento crítico e de ver a posição que eles têm na sociedade. O impacto que a gente gera como Ciência Pioneira é mudar a vida desses jovens por meio da ciência e eu espero que hoje em dia e no futuro a gente consiga continuar fazendo essa mudança que é tão importante internamente e na nossa sociedade.”
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